terça-feira, 7 de maio de 2013

Breves conceitos sobre organização política e social

PARA TER UMA MELHOR AÇÃO CONTRA AS MAZELAS NO FUTEBOL ATUAL, TEMOS QUE DOMINAR RAZOAVELMENTE OS CONCEITOS DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL QUE INFLUENCIA AS SOCIEDADES E AS ORGANIZAÇÕES DE HOJE


TRIBOS, CLÃS E COMUNIDADES AUTOSSUSTENTÁVEIS

A mais antiga forma de organização social, tribo, clã e comunidades autossustentáveis é o nome que se dá a cada uma das divisões dos povos com um território próprio ou temporal,  com algum tipo de comando recaindo ao mais velhos a orientação e preservação dos costumes culturais, sociais, econômicos e por vezes religiosos.
Destaca-se neste modelo de organização, a divisão de tarefas entre homens e mulheres e o bem comum no cultivo, distribuição e armazenamento de alimentos, da caça e da pesca.  

Podemos destacar entre estas organizações, as 12 tribos de Israel, as 30 tribos de Roma, tribos nomades, as tribos indígenas brasileiras e dos continentes do sul, centro e norte americanos, os clãs e tribos da Ásia, Europa, África, Oceânia e dos continentes gelados, entre outras organizações. 



FEUDALISMO
Feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações entre os servos e os senhores feudais. O feudalismo tem suas origens na decadência do Império Romano, e predominou na Europa durante a Idade Média.
Com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses, e já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominando a Europa Medieval, e com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a surgir uma nova organização econômica e política: o feudalismo.
O feudalismo tinha como papel principal os senhores feudais, que possuíam terras, porque o rei lhas dava. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a um pedaço de terra para morar, além da proteção contra ataques dos bárbaros. Quando os servos iam tinham que passar pelas propriedades dos senhores feudais tinham que pagar um pedágio, exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal.
As principas características do feudalismo são o poder descentralizado, a economia era baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil e economia amonetária e sem comércio, onde predomina a troca.



CAPITALISMO
Capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos. Decisões sobre oferta, demanda, preço, distribuição e investimentos não são feitos pelo governo e os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas. O capitalismo é dominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo.
O capitalismo é o sistema sócio-econômico baseado no reconhecimento dos direitos individuais, em que toda propriedade é privada e o governo existe para banir a iniciação de violência humana. Em uma sociedade capitalista, o governo tem três órgãos: a polícia, o exército e as cortes de lei.
Dentro do capitalismo existem diversos tipos, como o capitalismo financeiro, que corresponde a um tipo de economia capitalista em que o grande comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e outras instituições financeiras. Juntamente com o capitalismo financeiro, surgiu o capitalismo industrial, que é quando as empresas evoluíram de manufatureiras para mecanizadas. Outro tipo foi o capitalismo informacional, que tem a tecnologia de informação como o paradigma das mudanças sociais que reestruturaram o modo de produção capitalista.
Um dos fenômenos do capitalismo é a globalização, que é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX. A globalização é gerada pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais.




LIBERALISMO
O liberalismo é uma doutrina que se baseia na defesa das iniciativas individuais e que procura limitar a intervenção do Estado na vida econômica, social e cultural.
Trata-se de um sistema filosófico e político que promove as liberdades civis e que se opõe ao despotismo.
A democracia representativa e os princípios republicanos têm por base as doutrinas liberais.
Embora se costume falar do liberalismo como um todo uniforme, é possível fazer a distinção entre vários tipos de liberalismo. O liberalismo econômico é o mais divulgado, já que é defendido pelas grandes corporações e pelos grupos econômicos de maior envergadura. Visa limitar a intromissão estatal nas relações comerciais, promulgando a redução dos impostos e acabando com os regulamentos.
O liberalismo econômico é da opinião que, ao não intervir o Estado, é garantida a igualdade de condições e é estabelecido um mercado competitivo perfeito. A falta de intervenção do Estado, porém, não dá acesso à ajuda social (são cancelados os subsídios, por exemplo).
O liberalismo social, por sua vez, defende a liberdade nos comportamentos privados dos indivíduos e nas suas relações sociais. A legalização do consumo de drogas tem o aval do liberalismo social.
O liberalismo político, por fim, entrega o poder aos cidadãos, os quais elegem os seus representantes de forma livre e soberana. Os funcionários estatais são portanto eleitos pelo poder popular da democracia.
Cada uma destas doutrinas do liberalismo tem, como é óbvio, variantes e defensores mais ou menos acérrimos das liberdades promovidas.




NEOLIBERALISMO
Neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado pelas teorias econômicas neoclássicas, e é entendido como um produto do liberalismo econômico clássico. O neoliberalismo pode ser uma corrente de pensamento e uma ideologia, ou seja uma forma de ver e julgar o mundo social ou um movimento intelectual organizado, que realiza reuniões, conferências e congressos.
Na política, neoliberalismo é um conjunto de idéias políticas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia, onde deve haver total liberdade de comércio, para garantir o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.
O neoliberalismo defende a pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, a política de privatização de empresas estatais, a livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização, a abertura da economia para a entrada de multinacionais, a adoção de medidas contra o protecionismo econômico, a diminuição dos impostos e tributos excessivos e etc.
O neoliberalismo é bastante criticado pois muitos acreditam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais, que países pobres ou em processo de desenvolvimento acabam sofrendo com os resultados de uma política neoliberal, causando o desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.
Para impor a sua política segregacionista de classe, os governos neoliberais se fazem de leis injustas e do poder de polícia para cometer crimes, assassinatos e perseguições políticas contra opositores deste sistema.  

Neoliberalismo no Brasil

No Brasil, o Neoliberalismo começou a ser seguido de uma forma aberta nos dois governos consecutivos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Neste caso, seguir o neoliberalismo foi sinônimo de privatização de várias empresas do Estado. O dinheiro conseguido com essas privatizações foi na sua maioria utilizado para manter a cotação do Real (uma nova moeda na altura) ao nível do dólar. As medidas neoliberalistas originaram falências e desemprego.
Havia o argumento que as empresas estatais não era produtivas, e que ao privatizá-las, os seus serviços melhorariam. No entanto, a venda dessas empresas para grupos econômicos ou investidores particulares, não foi traduzida em um benefício proporcional. Além disso, algumas das empresas privatizadas eram altamente lucrativas e competitivas, desqualificando o argumento inicial que justificaria a sua venda.
A estratégia de privatização encorajada por ideais neoliberais não foi seguida por todos os países. Ao contrário do Brasil, a China e Índia (países que têm mostrado um crescimento enorme nas últimas décadas) adotaram tais medidas de forma restrita e gradativa. Nesses países, o investimento de grupos econômicos foram feitos em parceria com empresas nacionais.
Um dos principais problemas do processo de privatização de empresas estatais brasileiras é que o dinheiro conseguido deveria ter sido utilizado para diminuir a dívida pública. No entanto, tal não foi possível porque uma política de juros altos (para segurar a inflação e cativar investimentos estrangeiros) resultou em um aumento da dívida para valores superiores aos anteriores à "onda" de privatizações.


Neoliberalismo e globalização

Os conceitos de neoliberalismo e globalização estão ligados porque o neoliberalismo surgiu graças à globalização, e mais concretamente à globalização da economia. Depois da Segunda Guerra Mundial, o aumento do consumo e o avanço da tecnologia da produção lideraram a sociedade para o consumismo. Essa sociedade consumista fomentou a globalização da economia, para que os capitais, serviços e produtos pudessem fluir para todo o mundo, um claro pensamento neoliberal. Desta forma, o neoliberalismo abriu a liberdade econômica ordenada pelo mercado, sendo que em algumas ocasiões o Estado tem que intervir em algumas negociações para evitar desquilíbrios financeiros. Apesar disso, a doutrina neoliberal visa que a economia e política atuem de forma independente uma da outra, e por isso não aprecia quando há uma intervenção política na economia.


Neoliberalismo e educação
O neoliberalismo vê a educação de forma específica, e estes são alguns itens fulcrais na área da educação: qualidade total, “modernização” da escola, adequação do ensino à competitividade do mercado internacional, nova vocacionalização, incorporação das técnicas e linguagens da informática e da comunicação, abertura da universidade aos financiamentos empresariais, pesquisas práticas, utilitárias, produtividade.
É importante que de acordo com a vertente neoliberal, a educação não é incluída no campo social e político, passando a ser integrada no mercado. Assim, alguns dos problemas econômicos, sociais, culturais e políticos abordados pela educação são muitas vezes transformados em problemas administrativos e técnicos. Uma escola modelo deve conseguir competir no mercado. O aluno passa a ser um mero consumidor do ensino, enquanto o professor fica conhecido como um funcionário treinado para capacitar os seus alunos a se integrarem no mercado de trabalho. A educação (e todo o sistema educacional) neste sistema passa a ser paga por quem puder consumi-la a um preço instituído pelos empresários da instituição educacional.
Por este movimento, todas as demais áreas como a saúde pública, passaria a ser cobrada, tornando-a como um item de consumo para quem puder comprá-la.



SOCIALISMO
Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres.
Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada.
Todos os bens e propriedades particulares seriam de todas as pessoas e haveria repartição do trabalho comum e dos objetos de consumo, eliminando as diferenças econômicas entre os indivíduos.
O sistema socialista é oposto ao capitalismo, cujo sistema se baseia na propriedade privada dos meios de produção e no mercado liberal, concentrando a riqueza em poucos, sendo este sistema terrorrista, o grande responsável pela grande maioria da população viver a margem da pobreza.
A origem do socialismo tem raízes intelectuais e surgiu como resposta aos movimentos políticos da classe trabalhadora e às críticas aos efeitos da Revolução Industrial (capitalismo industrial). Na teoria marxista, o socialismo representava a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo.
O socialismo sugeria uma reforma gradual da sociedade capitalista, demarcando-se do comunismo, que era mais radical e defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma revolução armada.
No século XX, as ideias socialistas foram adotadas por alguns países, como: União Soviética (atual Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental. Porém, em alguns casos, revelou-se um sistema comunista constituído por regimes autoritários e extremamente violentos. Esse socialismo é também conhecido como socialismo real - um socialismo colocado em prática, que causou uma deturpação semântica do "socialismo", levando assim a esses regimes que demonstraram desrespeito pela vida humana.


Socialismo Utópico
O socialismo utópico foi uma corrente de pensamento criada por Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma branda e gradativa.
O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. Os primeiros socialistas, que foram os utópicos, tinham em mente a construção de uma sociedade ideal, através de meios pacíficos e da boa vontade da burguesia.
Karl Marx se distanciou do conceito de socialismo utópico, visto que de acordo com essa corrente a fórmula para alcançar a igualdade na sociedade não era discutida. O oposto do socialismo utópico é o socialismo científico, que criticava o utópico porque este não tinha em conta as raízes do capitalismo. Karl Marx classificava os métodos dos utópicos de "burgueses", porque eles se baseavam na transformação súbita na consciência dos indivíduos das classes dominantes, acreditando que só assim se alcançaria o objetivo do socialismo.


Socialismo científico
O socialismo científico, criado por Karl Marx e Friedrich Engels, era um sistema ou teoria que tinha como base a análise crítica e científica do capitalismo.
O socialismo científico, também conhecido como marxismo, se opunha ao socialismo utópico, porque não tinha a intenção de criar uma sociedade ideal. Tinha sim o propósito de entender o capitalismo e suas origens, o acumular prévio de capital, a consolidação da produção capitalista e as contradições existentes no capitalismo. Os marxistas anunciaram que o capitalismo eventualmente seria ultrapassado e chegaria ao fim.
O socialismo marxista tinha como fundamento teórico a luta de classes constituídas pelo capitalismo, a revolução proletária, o materialismo dialético e histórico, a teoria da evolução socialista e a doutrina da mais-valia. Ao contrário do socialismo utópico e sua pacificidade, o socialismo científico previa melhores condições de trabalho e de vida para os trabalhadores através de uma revolução proletária e da luta armada.
De acordo com o marxismo, uma sociedade baseada no capitalismo era dividida em duas classes sociais: os exploradores (donos dos meios de produção, das fábricas, das terras, dos meios de comunicação), pertencentes à burguesia, ou seja, os burgueses; e os explorados (aqueles que não tinham posses e tinha que se sujeitar aos outros). Esse duelo entre as classes, é aquilo que transforma e propele a história.



COMUNISMO
O comunismo é um movimento político que defende a formação de uma sociedade sem classes sociais, onde os meios de produção sejam propriedade comum. Posto noutros termos, se dependesse desta ideologia, a propriedade privada desses meios não existiria e, por conseguinte, o poder pertenceria à classe trabalhadora.
O comunismo procura abolir o Estado: se não houvesse propriedade privada dos meios de produção, então também não haveria lugar para a exploração. Como tal, a organização estatal não seria necessária.
As bases do comunismo foram desenvolvidas por Karl Marx e Friedrich Engels em finais do século XIX em livros como “O capital”. No século XX, o revolucionário russo e líder bolchevique Vladimir Lenine decidiu pôr em prática as referidas teorias, a partir da sua própria interpretação.
O comunismo tem sido alvo de críticas de diferentes setores. Há quem considere que a sociedade sem classes é impossível (tendo em conta que acaba sempre por haver um ou outro grupo a ostentar poder; no caso do comunismo, seriam os burocratas). Por outro lado, muitos acreditam que o capitalismo e a sua fome de lucro é o único sistema que promove o desenvolvimento econômico.
Embora, muitas das vezes, estes termos sejam usados como sinônimos, deve-se ter em conta que comunismo e socialismo não são o mesmo. O socialismo é uma doutrina da economia política que tem por base a posse democrática e o controle administrativo coletivo dos sistemas de produção, bem como o controle das estruturas políticas por parte dos cidadãos. Posto isto, o socialismo é considerado como sendo a fase prévia ao comunismo não ditatorial.



ANARQUISMO
Anarquismo pode ser definido como uma doutrina (conjunto de princípios políticos, sociais e culturais) que defende o fim de qualquer forma de autoridade e dominação (política, econômica, social e religiosa). Em resumo, os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade total, porém responsável.
O anarquismo é contrário a existência de governo, polícia, casamento, escola tradicional e qualquer tipo de instituição que envolva relação de autoridade. Defendem também o fim do sistema capitalista, da propriedade privada e do Estado.
Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade dos indivíduos, solidariedade (apoio mútuo), coexistência harmoniosa, propriedade coletiva, autodisciplina, responsabilidade (individual e coletiva) e forma de governo baseada na autogestão.
O movimento anarquista surgiu na metade do século XIX. Podemos dizer que um dos principais idealizadores do anarquismo foi o teórico Pierre-Joseph Proudhon, que escreveu a obra "Que é a propriedade?" (1840).